Recuemos...

ARTIGOS DO SEMANÁRIO REGIONAL TORREJANO, "O ALMONDA". por Carlos Leitão Carreira

sexta-feira, Março 10, 2006

- Quem é Maomé? -



No passado artigo que aqui deixei com o título “O passo em frente…à beira do precipício”, onde abordava o crescente conflito entre o “Ocidente” e o “Mundo Islâmico”, fiz uma afirmação que indignou alguns leitores, contactando-me depois por e-mail, o que agradeço. A dita afirmação era a de “que Deus e Alá são uma e a mesma divindade, apesar de com nomes diferentes”, sendo que os caros leitores consideraram ser uma comparação “confusa” e “despropositada”. Por vezes, o desconhecimento do outro leva-nos à sua rejeição, preferindo-se salientar as diferenças, em vez de procurar as semelhanças. Pois, creio que a paz se encontra na atitude oposta e foi isso que procurei deixar como mensagem final nessa frase. Não obstante, e como tudo tem a sua história, não ficará por explicar o porquê de “Deus” e Alá” serem “(…)uma e a mesma divindade(…)”. Recuemos então…

As famosas contendas entre “Mouros” e Cristãos, ocorridas já ao tempo da existência de Portugal, são, em última instância, o resultado de uma bipolarização religiosa extremamente bem organizada e estabelecida, respectivamente os lados cristão e muçulmano do mundo. Contudo, para compreendermos a origem dessa fortíssima frente islâmica, teremos de recuar ao século VI, viajando até ao longínquo Médio Oriente onde, por essa altura, se viviam as vésperas de uma autêntica convulsão espiritual e religiosa. A 20 de Abril de 570 nascia Muhammad, no seio da tribo Coraixita (Quraysh, “tubarão”), na movimentada cidade de Meca. Muhammad, ou Maomé, nasce órfão de pai, acabando por também perder a mãe aos 6 anos. Dois anos depois perde o avô paterno, seu tutor na orfandade. Passa então aos cuidados do tio paterno Abu Talib, que o cria como seu filho. Na adolescência Maomé foi pastor, tendo por vezes acompanhado o tio no comércio das caravanas de camelos, atingindo locais distantes como a Síria. Desta forma tornou-se uma pessoa viajada, conhecendo costumes e tradições religiosas de terras estrangeiras. Quanto à religião, naquele tempo o Médio Oriente era dominado por um paganismo algo difuso. Herdando das antigas tradições sumérias e egípcias, mas também já influenciados pelas divindades bizantinas, de origem romana, entregavam-se ao culto de diversas divindades masculinas e femininas, a que recorriam conforme as necessidades. Tinham a cidade de Meca como centro religioso, onde, por essa razão, era proibido guerrear, tendo todos o direito de ir em peregrinação com segurança. Meca tornar-se-ia, assim, um importante centro comercial na região, beneficiando da confluência de peregrinos e comerciantes.



Não concordando com esta profusão de deuses, surge em Meca uma facção religiosa de inspiração judaico-cristã, que defende um Deus único. Auto-intitulavam-se Hunafá, ou os “Crentes no Deus único de Abraão”. Acreditavam na mensagem profética de Jesus, Moisés, David, Jacob, Isaac, Ismael e Abraão, nos quais viam homens especialmente perfeitos, escolhidos por Deus como profetas, embora não divinos. Contudo, o facto de nunca a Bíblia ter sido traduzida para árabe, constituiria uma barreira que muito reduziu as hipóteses de evangelização desses povos. Postos à margem de um movimento cristão que se expandia a Norte e em latim, aguardavam o surgimento de um profeta árabe, que lhes transmitisse a mensagem divina e lhes desse as suas próprias escrituras sagradas. Maomé, que entretanto havia casado com uma viúva abastada, tornando-se num respeitável e prestigiado comerciante, era um seguidor hunafá, aguardando também ele por esse profeta. Tinha o hábito de fazer retiros espirituais nos arredores da cidade, bem ao estilo dos monges ascetas cristãos, que se isolavam de qualquer contacto humano para simples contemplação e oração. Uma gruta chamada Hira, era o local por si escolhido para esse isolamento e onde, pelo ano de 611, estando em oração, terá recebido a visita do arcanjo Gabriel, o mesmo que havia anunciado a Maria o nascimento de Jesus. O arcanjo terá então lido a Maomé as escrituras que este deveria memorizar e recitar. Maomé deveria difundir a mensagem, corrigindo as alegadas deturpações que os cristãos haviam feito à mensagem de Cristo. Para os muçulmanos, Maomé seria o mais recente e último profeta do Deus de Abraão, o portador da “mensagem actualizada”.

A forte oposição feita à crescente popularidade de Maomé, obriga-o a fugir de Meca, em 622, refugiando-se em Medina por 8 anos. Essa data constituiria o “ano zero” do calendário islâmico, denominada a Hégira, o equivalente ao nascimento de Jesus no calendário cristão. Em Medina, a influência e prestígio de Maomé aumentam de tal maneira que se torna num chefe político-militar, para além de religioso. Em 630 regressa a Meca vitorioso, implantando aí o centro de um Estado teocrático, que alastra em todas as direcções e atinge a dimensão conhecida.



Tudo isto muito resumido, permite-nos verificar que o Islamismo provém: 1º Da influência religiosa exercida pelo Cristianismo em expansão a Ocidente; 2º Da referência directa nos primeiros profetas bíblicos; 3º Da intercessão de uma entidade cristã, o arcanjo Gabriel; e, em último caso, tem a principal origem na simples ausência da tradução da Bíblia, uma mensagem a que um punhado de homens estava decidido a aceder. Hoje, e desde sempre, os muçulmanos acusam os cristãos de politeísmo, não lhes perdoando o conceito da “Santa Trindade”, ou seja, a divisão do Deus Único em 3 entidades. Condenam-nos também pela deificação de Jesus, que consideram ser homem, escolhido por Deus como portador da Verdade, mas não uma divindade ou parte dessa divindade. Da mesma forma rejeitam a criação de santos e ídolos de todo o tipo, cujo culto chega a suplantar o do próprio Deus. São estas, entre outras, as alegadas deturpações cristãs que o Islão se compromete a corrigir, crendo-se mandatado por Deus para tal. Em última análise, o Islão tem origem no cristianismo, com o mesmo Deus, ao qual chamam Allah, mas com uma mensagem que crêem mais actualizada e fiel à vontade desse Deus, que é também o nosso. Tudo o mais é poder e política, sendo apenas essa a origem de séculos e séculos de confrontos entre irmãos.

10 Comments:

  • At 12:46 da manhã, Blogger foxglove said…

    Estimado amigo, acredito na tua boa vontade informativa mas, por favor, não sejas ridículo com as afirmações católico-chauvinistas que fazes:

    1- O Médio Oriente era dominado por um paganismo algo difuso"

    O Médio Oriente não era dominado por um paganismo algo difuso. Era, sim, dominado por um Cristianismo algo difuso e completamente heterodoxo. Por acaso, parte da Arábia era pagão, designadamente a região de Meca, onde prestavam culto a quatro divindades principais.

    2º "divindades bizantinas"
    O que são divindades bizantinas? Tanto quanto sei, o Império Bizantino era tão cristão como Roma, apesar de, no seu seio haverem vários grupos outsiders do credo de Niceia.

    3º O facto de a Bíblia não ser traduzida para árabe constituiria uma barreira que muito reduziu as hipóteses de evangelização desses povos"

    Amigo, não me parece que, quer a Ocidente, quer a Oriente, a maioria das pessoas entendesse peva da Vulgata. No entanto, não deixaram de ser cristãos por isso.
    Não me parece igualmente que os milhões de pessoas convertidas ao Islão percebessem, ou percebam hoje em dia, mais do que o essencial da língua árabe para fazer as suas orações.
    Tem tudo a ver com os atractivos das religiões...

    4º"Da intercessão de uma entidade cristã, o arcanjo Gabriel"

    É do conhecimento geral que o arcanjo Gabriel provém do Judaísmo. Não aparece de geração espontânea nos Evangelhos. Além do mais, os anjos, alados, tal como os conhecemos, só aparecem depois do cativeiro na Babilónia.

    Cumprimentos

     
  • At 2:03 da manhã, Blogger Recuemos... said…

    Agradeço a sua participação. É essencialmente com este objectivo que abri este espaço.

    Pedia-lhe, contudo, que se abstivesse de tecer considerações jocosas, quando, afinal de contas, "acredita na minha boa vontade". Apelo por isso à sua boa vontade para que não me julgue nem apelide sem aguardar pela discussão.

    1- Dizer que o Médio Oriente estava dominado pelo Cristianismo aquando do início da acção de Maomé apenas evidencia falta de estudo. A Península Arábica encontrava-se dividida em dois grandes blocos que se distinguiam pelo carácter árido, pobre, ventoso, quente e seco do Norte e um Sul montanhoso, mais ameno, fértil e próspero, banhado pelo Índico. Ora, no Norte, verificavam-se as ocupações de comunidades nómadas, que viviam do comércio e do saque, adoravam os chamados "Jins", entidades remanescentes da natureza e de "feitio" caprichoso, com uma carga fortemente misticista.

    Ao Sul e centro, viviam as comunidades agro-pastoris, sedentárias, prósperas, com uma produção organizada e uma actividade comercial desenvolvida, quer em direcção ao NOrte, quer em contactos marítimos. Aí, vive-se um paganismo variado mas organizado, com líderes eleitos e que terá o seu centro espiritual em Meca, onde se situava a Ka´ba e um sem número de idolos correspondentes às inúmeras divindades então adoradas no Médio Oriente. Era a própria tribo de Maomé que geria esse centro religioso.

    O que se verificava, era a existencia de algumas comunidades judaicas dispersas, nas cidades de maior actividade comercial, como Yathrib (Medina). Com essas comunidades, foram trocando impressões alguns árabes que queriam seguir o Deus único de Abraão, para além de contactos que foram estabelecendo a Norte, através do comércio, com os cristãos bizantinos. Surge assim a comunidade Hunafá, que não professando o Deus dos judeus e dos cristãos, afastava-se do paganismo, adorando o "Deus de Abraão", que eles criam ser o fundador da Ka´ba. Contudo, esse conjunto de crentes era diminuto, uma minoria, nunca dominante.

    2- Pois, o Império Bizantino era tão cristão como Roma, mas na mesma medida em que cultivava, entre as populações rurais de onde eram recrutados os efectivos militares, o paganismo tradicional e popular que nunca deixou de ser cultivado. Eram essas comunidades menos urbanas e menos cristianizadas que mantinham algum contacto com árabes, podendo influenciar-lhes o credo.

    3- Amigo, onde o cristianismo imperava, verificava-se forte e em crescente a prática da evangelização de proximidade, multiplicando-se padres, frades, eremitas, monges, e todos, à sua maneira, contribuindo para a transmissão das mensagens contidas nos evangelhos. Já no Médio Oriente, para além de não haver qualquer evangelização (uma vez que a religião, sendo paganizada, era vivida no contacto quotidiano com a natureza e seus elementos, não necessitando de explicação ou pregação), era praticamente vazio de monoteísmo, logo, a ausÊncia da tradução da Bíblia, trazia uma lacuna, não para o povo, analfabeto, mas naturalmente para os religiosos, letrados, estudiosos e que empregavam tempo meditando sobre um Deus único que queriam descobrir. ´Seriam esses depois a transmitir a mensagem oralmente pelas populações, à semelhança do que sucedia no Ocidente.

    4- Quanto a "Jibril" ou Gabriel, referenciei-o como cristão, pelo simples facto de ressurgir no Novo Testamento. De resto, não esqueça que a Bíblia inclui os textos sagrados judaicos, com a designação de "Antigo Testamento", logo, Gabriel será obviamente também cristão.

    Agradeço uma vez mais a participação.

     
  • At 7:20 da tarde, Blogger foxglove said…

    Estimado amigo, agradeço-lhe a brevidade do comentário. Em relação às considerações que teci, lamento, mas não foram nada jocosas. Foram algo irritadas! E, lamento, mas não posso deixar de as manter, porque o amigo defende-se com os mesmos argumentos que utiliza no seu post sobre Maomé.Ou seja, ficamos exactamente na mesma, continua a ter uma atitude pouco isenta em relação ao Islão, quase que a dizer: "nós católicos além de sermos plagiados ainda perdemos uma parte importante da evangelização".

    Mais uma vez, o Médio Oriente não era dominado por um paganismo algo difuso. Uma parte da Arábia sim, toda a região não. Não nos esqueçamos que, sensivelmente a sul temos a Abissínia, um dos primeiros territórios a ser cristianizados, provavelmente ainda durante o séc. I. No norte da Arábia temos o reino de Kinda, na sua maior parte cristão e na órbita do Império Bizantino. A oeste o Egipto bizantino e a este, o Império Sassânida, não cristão, mas zoroastrista (monoteísta, portanto).
    Temos até tribos árabes cristãs. De uma delas fazia parte o poeta Imru al-Qays, cujo epitáfio, em árabe, apresenta desenhada uma cruz.

    Temos ainda notícia de estreitas relações comerciais entre os quraysh de Meca e a Abissínia.

    Assim, não foi por falta de contactos com o Cristianismo que os árabes não se tornaram cristãos!

    Foi por uma razão puramente de conveniência. Se se tornassem cristãos, deixariam de haver peregrinações ao santuário de Meca e finar-se-ia a sua prosperidade económica.
    Esta foi também a razão pela qual os mesmos quraysh retiraram a protecção a um dos seus que predicava a existência de um Deus único. Nada mais nada menos que Maomé.

    A miragem do saque foi, mais tarde, o que aproximou muitos árabes ao Islão. Tal como a manutenção de privilégios aproximou cristãos ao Islão.

    Resumindo, os árabes do sul e centro da Arábia só se tornaram monoteístas depois de verem assegurada uma alternativa económica, coisa que, nem o Cristianismo, nem o Judaismo ofereciam.

    O mesmo se passa na Europa. Todos sabemos que, quando um rei se converte, converte-se o seu povo, não por convição, mas por lealdade. Isto passou-se com Clóvis, Recesvindo etc.

    Portanto, quando o amigo diz que foi por falta de tradução da Bíblia, está completamente enganado.
    Na Idade Média, os poderosos, sejam eles de que credo forem, poucos se convertem por convicção e, desses poucos, não me estou a lembrar de nenhum...
    Vejamos o exemplo de Constantino: ganhou uma batalha decisiva supostamente com a ajuda de Cristo; convoca o concílio de Niceia para definir a ortodoxia do Cristianismo, e só se converte às portas da morte?!

    Em relação aos outros pontos, nem vou discuti-los sequer, porque era maldade, considerando os argumentos que usou.

    De qualquer dos modos, ainda bem que o amigo se dispõe a conversar e a debater comigo. Só por isso já o considero bastante.

    Obrigado e, se quiser, visite o meu blog, embora lhe possa causar uma certa alergia...
    Agora sim, foi em tom jocoso...

    Espero que possamos voltar a discutir outros assuntos, desta vez com menos ironia da minha parte.

     
  • At 1:07 da manhã, Blogger Recuemos... said…

    Comece por fazer uma coisa: tente por de parte o pressuposto de que escrevo por oposição ao Islão, numa perspectiva catolicista da História. Creia que nutro o maior respeito pelo Islão, do qual conheço bons representantes e com os quais contacto regularmente (a maioria da mesquita de Lisboa, entre eles o Sheik David Munir) É com eles que tenho colhido alguns conhecimentos aqui expostos, entre outros já próprios da filosofia e espiritualismo muçulmano.

    Por outro lado, não parto do princípio “Nós católicos”, pois apesar de ter alguns links de teor católico no meu blog, os meus textos não passam por qualquer tipo de filtro religioso. Não me cabe a mim, nem a ninguém, avaliar da originalidade ou do plágio que constitui o Islão em relação ao Cristianismo, da mesma maneira que não me compete avaliar da veracidade das aparições a Maomé. É, contudo, um facto irredutível que a raiz do monoteísmo arábico se liga ao profeta Abraão e à sua passagem pela península. Por outro lado, é também de crer que tenha sido o grande incremento do catolicismo a Norte da Arábia, o responsável pelo fomento do fenómeno Hunafá, que rejeita o modelo monoteísta judaico-cristão, mas que se afasta do paganismo reinante no centro e sul da península, iniciando um culto monoteísta próprio e isolado, que cresce e origina o Islão.

    Ou seja, o Islão tem de facto raiz na mensagem do “Povo eleito” e não num movimento ou numa ideia própria. Repare que nem estou a colocar o ónus no catolicismo mas sim nos hebreus. Mas, sem dúvida que desenvolveu a partir daí uma religião independente e virtuosa na sua interpretação mais pura. Se assim não fosse, João Paulo II não se teria aproximado das comunidades muçulmanas.

    Não creio que os católicos tenham perdido uma importante oportunidade de evangelização pela ausência de tradução bíblica, são os próprios muçulmanos a dar esta justificação para um desvio definitivo destas comunidades monoteístas, antes das aparições. Não é que o lamentem, mas aceitam que esta ausência abriu caminho para “um aperfeiçoamento do monoteísmo”. Eles consideram que os judeus haviam deturpado a mensagem de Moisés, por isso vem um novo profeta, Jesus. Mas consideram tb que o cristianismo vinha deturpando a mensagem de Jesus, logo surge a necessidade da correcção através de novo profeta, Maomé. Ou seja, o Islão aceita por completo as suas origens judaico-cristãs, basta ler o próprio Corão para verificar isso. Até o culto à Virgem Maria se encontra lá bem explícito, com as devidas diferenças, claro. Não tem de ser apelidado de plágio, em sentido pejorativo, como se se tratasse de uma diminuição do Islão, mas podemos sem dúvida aceitar a opinião de que se trata de uma “evolução” ou de um “aperfeiçoamento” do Cristianismo.

    Quanto à questão do domínio cristão ou pagão da península, parece-me que andamos aqui às voltas e a dizer a mesma coisa. A península estava dominada a Sul e Centro por um paganismo organizado, que se prendia com a prosperidade e estabilidade económica das suas cidades. A Norte, imperava o deserto, a pobreza, o saque e o comércio perigoso das rotas caravaneiras. Sem dúvida que por aí passavam novas ideias e correntes religiosas mas que não se estabeleciam nem floresciam por aí, onde dominava o misticismo, os jins e outros elementos mágicos.
    Contudo, verificavam-se importantes comunidades, dispersas, de judeus e alguns cristãos, que se radicavam em cidades de maior pendor comercial. O que quero sustentar, é que o monoteísmo de Maomé não advém dessas correntes monoteístas vindas de fora, mas sim de uma reflexão própria, desenvolvida pelo isolamento e pela meditação, bem como através de alegadas aparições divinas.

    Deixo-lhe, a título de curiosidade, uma das fontes que pesquisei: John Voll, historiador da Universidade de Georgetown, em Washington, Estados Unidos e autor de The History of Islam (inédito em português).

    Já tinha visto o seu blog e não me fez "alergia" nenhuma. Aliás, secundo absolutamente algumas considerações que transmite. Sabe, nisto de ideias, mau mau é não ter nenhumas...e desde que as pessoas se saibam respeitar, da discussão só vem o Bem e a Luz.

    Cumprimentos.

     
  • At 6:13 da tarde, Blogger foxglove said…

    Estimado amigo:

    Vejo que chegamos finalmente à mesma conclusão. Dou-me por satisfeito com a sua resposta.
    Assim, penso que ambos concordamos com este ponto: a não tradução dá Bíblia para árabe não foi o ponto mais relevante da não conversão dos árabes ao Cristianismo.
    Envio-lhe igualmente as moradas de dois sites, que penso que lhe serão úteis. Um, basicamente é a tradução em inglês da Sunna, que não existe em português e ficará mais económico fazer o download do que lhe interessar.
    O segundo, é um excerto de uma Sira, creio que, do séc. XIII, vertido para castelhano. Faz uma descrição pormenorizada do Mi'raj e tem alguns apontamentos interessantes sobre o nascimento do Islão, apesar de míticos. As fontes são sempre melhores que as interpretações de terceiros...

    http://www.webislam.com/numeros/1998/articulos/TX_98_38.HTM

    http://www.usc.edu/dept/MSA/fundamentals/hadithsunnah/

    Por fim, resta-me agradecer-lhe a brevidade da resposta e a oportunidade do debate.

    Cumprimentos

     
  • At 7:12 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    olá td bem?
    bom,esse assunto é ótimo sobre Maomé,mas o povo como está escrito em Oséias 4 se destrói porque lhes falta conhecimento...eles ñ buscam a conhecer a verdade e são descrentes de tudo e isso tudo q ocorre é para q se cumpra as escrituras sagradas.Hoje em dia cada um quer formar sua própria religião sem terem conhecimento verdadeiro da palavra de Deus e do próprio Deus.Por esse fato se vemos as causas de guerras,pestes,fome,descrença e falta de amor!
    enfim devemos crer somente em Deus,nas suas palavras e ñ no entendimento do "homem" e nem nas suas próprias interpretações sobre Deus...
    O fim vem e é porisso a causa de tudo isso.Jesus é a verdade,o caminho e a Vida e é por ele q chegamos a Deus,mas quem quer enchergar isso???
    parabens pela materia.

    Deus abençoe

     
  • At 8:30 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    linda matéria mais eu não queria saber isso .
    complemente:
    Se Cristãos, Judeus e Muçulmanos acreditam em um único Deus, então por que vivem sempre guerreando entre si?

     
  • At 7:22 da tarde, Anonymous maria said…

    A palavra de deus em TITO 3 vers.9 nos diz:MAS NÃO ENTREIS EM QUESTÕES LOUCAS, GENEALOGIAS E CONTENDAS E NOS DEBATES ACERCA DA LEI; PORQUE SÃO COISAS INÚTEIS E VÃS.
    Ao invés de postarem em seus blogs assuntos de contendas nas quais DEUS abomina, e que não se chega a lugar nenhum, porque não colocam assuntos que nos edifiquem ou que nos ajudem em alguma coisa. Perca de tempo foi o meu em ler este assunto de pessoas querendo ser uma mais que as outras. CONVERTAM-SE!!!

     
  • At 12:35 da manhã, Blogger adelvani miguel said…

    e qual e o caminho? qual e o proposito de jesus? _ " amar a teu próximo como a ti mesmo" esse e da liberdade de pensamento a todos. não faça ao outro o que você não queira que o outro faça com voce. então vamos viver nossas vidas e deixar para quem vai julgar a nos.procurando sempre santificar ,quer dizer: melhorar nossas ações com o outro a cada dia.porque quem acusa ja nao e mais reu e sim juiz. e quem e o nosso ? ? ? ? ?

     
  • At 12:37 da manhã, Blogger adelvani miguel said…

    kleiton_kr@hotmail.com

     

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